CONSUMO E MEIO AMBIENTE

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DIREITO EMPRESARIAL
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Vivemos num mundo onde a ordem é consumir. Nem mesmo adquirimos um produto e já estamos pensando no seu substituto, dando-nos assim a falsa sensação de que estamos atualizados. É assim com aparelhos celulares, os smartphones; aparelhos de TV, eletrônicos em geral e também com demais produtos, carros e etc. tínhamos até bem pouco tempo atrás linhas de créditos em abundância, com juros baixos que aumentavam o impulso consumista. Entretanto, com o mau planejamento, surgiu a inadimplência e veio a recessão.
O consumo sem limites, só pelo consumo, traz graves consequências para o meio ambiente, e isto nos afeta diretamente. Quando compramos demais só para satisfazer nosso ego provocamos uma reação em cadeia. Para que algo novo chegue em nossas mãos é necessário todo um processo de fabricação, que na maioria das vezes causa a degradação do meio ambiente. Não há dúvida que neste simples ato a natureza tenha sido lesada em algum momento. Vale a pena?
O simples fato de utilizamos diferentes copos descartáveis cada vez que tomamos um gole de água, significa um prejuízo ao meio ambiente, pois para este copo ser produzido foram utilizados muitos recursos naturais. E para a natureza se livrar dele depois de usados, também serão necessários anos até que ele seja totalmente reintegrado a ela novamente. Por exemplo, para se fazer um copo descartável, no seu processo de fabricação, são necessários 500 ml de água. Enquanto na lavagem de um copo de vidro apenas 400. Marcar o seu copo descartável e usá-lo até o fim ou levar sua própria caneca para o trabalho são atitudes simples que ajudam na economia de água.
O mesmo ocorre com o consumo indiscriminado. Será mesmo que preciso comprar um produto novo se o que possuo atende integralmente a todas as minhas necessidades? Lembre-se, qualquer coisa que compramos afeta diretamente o meio ambiente, e por mais cuidadoso que seja o seu processo de fabricação ou de descarte, sempre causará um prejuízo a natureza. Por isso, além de economizar, o consumo de forma moderada ajuda e muito na conservação dos recursos naturais, assim estamos ajudando nosso planeta e todos os que vivem nele.
É preciso, através de nossas atitudes, despertar nas pessoas o consumo consciente, torná-las agentes transformadores da sociedade. Devemos agir de maneira a educar os consumidores para que façam suas escolhas visando sempre o equilíbrio, causando o menor impacto possível. Por isso, desde usarmos menos nossos carros, fecharmos a torneira corretamente e até reaproveitarmos produtos que já dispomos, fará toda a diferença daqui a alguns anos.
Isto não significa dizer que não queremos uma economia aquecida, que seja capaz de gerar empregos. Mas é importante diferenciarmos crescimento de desenvolvimento. Crescer é aumentar. Desenvolver é evoluir, tornar melhor algo que já possuímos. E isso é fundamental!

Dr. Alexandre Carrille, Advogado formado pela Puc-São Paulo, pós-graduado em Direito Trabalhista e Previdenciário pela ESA-OAB-SP, direito civil e processo civil pela Unimep. Atuante na área empresarial, família, consumidor e meio ambiente.