O ANO DA MULHER ADVOGADA

O ADVOGADO E A TECNOLOGIA
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O CONDÔMINO ANTISSOCIAL
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É com grande satisfação e gratidão que recebemos a proclamação do ano de 2016 como o “Ano da Mulher Advogada”, os esforços da OAB se voltarão à implementação do Plano Nacional de Valorização da Mulher Advogada, aprovado pela entidade em 2015, com diversas ações que garantem a efetiva participação das profissionais na Ordem. O Plano Nacional de Valorização da Mulher Advogada prevê a valorização da educação jurídica e da defesa das prerrogativas das mulheres advogadas, além da elaboração de propostas que protejam a mulher em seu exercício profissional. A OAB aprovou como diretriz ainda o desconto ou isenção de anuidade para advogadas no ano em que tiverem filhos ou os adotarem.

Outra medida é a construção do perfil da mulher advogada por meio de um censo, além da elaboração de manuais de orientação que envolva a questão de igualdade de gênero. Tal questão é reforçada por políticas que garantam o espaço das mulheres nos espaços de poder, inclusive na OAB, que já teve grande expressão aprovando as cotas de 30% nas chapas das últimas eleições da entidade.

Também serão publicados pesquisas e artigos acerca da realidade social e profissional das advogadas.

Um estudo divulgado pela consultoria McKinsey em novembro deu 0,66 pontos ao Brasil no ranking de desigualdade de gênero, em que um é o mais igual e zero o mais desigual. Diferença salarial, trabalho não remunerado e falta de representação política eram os critérios que reduziam a nota.

Segundo a professora da Fundação Getúlio Vargas Lígia Sica, em 2012, 51% das companhias brasileiras não tinham nenhuma mulher no conselho administrativo e 73,2% não tinham mulheres na diretoria.

A desigualdade de gênero pode ser retratada como na edição britânica da revista “Elle”, em que foi usado o Photoshop, a ferramenta de edição fotográfica mais popular do mundo, para demonstrar a escassa presença de mulheres nos centros de poder. Dentro de sua campanha ‪#‎MoreWomen (mais mulheres), através da qual demanda mais presença feminina em posições estratégicas, um vídeo difundido pela publicação mostra como ficam sozinhas algumas das principais líderes mundiais, como a rainha da Inglaterra, Elizabeth II, e a chanceler alemã Angela Merkel; ou atrizes famosas como Emma Watson e Lena Dunham.

Mudança de comportamento individual pode ajudar, contudo, não basta, é necessário que haja também ações institucionais, por isso parabenizo a OAB pela iniciativa e mãos à obra!

 

Cátia Regina de Souza Gabeloni

Presidente da Comissão da Mulher Advogada 4ª Subseção da OAB Rio Claro